No marco do milésimo dia da guerra entre Rússia e Ucrânia, as tensões aumentaram significativamente com o uso de mísseis norte-americanos pelo exército ucraniano contra território russo. Os projéteis ATACMS, fornecidos pelos Estados Unidos, atingiram um depósito de munições na região de Bryansk, a cerca de 247 km de Kursk, local onde estão mobilizados cerca de 10 mil soldados norte-coreanos. O ataque foi descrito como um marco em uma “nova fase da guerra do Ocidente contra a Rússia” pelo ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov.

Reação Russa
De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, cinco mísseis foram interceptados, mas um conseguiu atingir uma instalação militar, causando danos estruturais e um incêndio. Lavrov acusou indiretamente os Estados Unidos de facilitarem o ataque, alegando que o uso dos ATACMS exige apoio técnico e operacional fornecido por militares norte-americanos, incluindo dados de satélite e programação de alvos.
Mudança na Doutrina Nuclear Russa
Em resposta ao ataque, o presidente Vladimir Putin assinou um decreto que atualiza a doutrina nuclear da Rússia. A nova política permite o uso de armas nucleares em circunstâncias ampliadas, incluindo ataques contra nações sem armamento nuclear, desde que estas recebam apoio de potências nucleares, como os Estados Unidos. Putin justificou a medida como necessária para adequar a estratégia do país ao contexto atual.
Condenação Internacional
A mudança na postura nuclear russa foi amplamente criticada por líderes ocidentais. Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia classificaram a medida como “irresponsável” e um fator que intensifica o risco de escalada global.
Contexto Geopolítico
A escalada ocorre em um momento crítico, com a guerra se expandindo além das fronteiras ucranianas. A ação da Ucrânia marca um uso inédito de mísseis de longo alcance, ampliando a complexidade do conflito e o envolvimento direto de potências globais.