Biden chama de “escandalosa” ordem de prisão contra Netanyahu emitida pela Corte Penal Internacional

Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, classificou como “escandalosa” a ordem de prisão emitida pela Corte Penal Internacional (CPI) contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por crimes de guerra. Além de Netanyahu, a CPI também emitiu ordens contra o ex-ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, e Mohammed Deif, comandante do Hamas, que, segundo Israel, foi morto em julho deste ano.

Biden en visita a Israel com Benjamin Netanyahu

Os juízes da CPI justificaram a decisão argumentando que há “motivos razoáveis” para acreditar que os três têm “responsabilidade criminal” por atos cometidos durante a recente guerra entre Israel e o Hamas. A decisão gerou reações mistas, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, onde muitos países declararam respeitar a independência do tribunal.

Segundo a BBC, Biden afirmou que “não há equivalência nenhuma entre Israel e o Hamas” e reiterou o apoio incondicional dos EUA a Israel contra “ameaças à sua segurança”. Por outro lado, tanto Israel quanto o Hamas rejeitaram as acusações. Netanyahu classificou a decisão como “antissemita” e a comparou ao Caso Dreyfus, um episódio histórico de perseguição antissemita na França.

Netanyahu declarou que Israel não reconhece a legitimidade da CPI, enquanto Yoav Gallant criticou a Corte por igualar “o Estado de Israel aos líderes assassinos do Hamas”, alegando que isso legitimaria crimes como o “assassinato de bebês” e “sequestro de idosos”.

Por outro lado, o Hamas celebrou a decisão como “um precedente histórico” e “uma correção de injustiças históricas” contra o povo palestino. Palestinos na Faixa de Gaza expressaram esperança de que líderes israelenses sejam responsabilizados judicialmente.

O impacto das ordens de prisão, no entanto, dependerá da implementação pelos 124 países membros da CPI, que não incluem Israel e os Estados Unidos. Alguns países da União Europeia, como Reino Unido, França e Itália, demonstraram apoio à Corte, com Josep Borrell, chefe de política externa da UE, enfatizando que a decisão deve ser “respeitada e implementada”.

Enquanto isso, aliados próximos de Israel, como Hungria, adotaram uma posição contrária. O primeiro-ministro húngaro anunciou que convidará Netanyahu a visitar o país, garantindo que a ordem da CPI “não terá efeito” em território húngaro.

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